Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

27 de março de 2013

Levante Popular da Juventude: Ato (escracho) em Porto Alegre pela democratização da comunicação

Ação reivindicou a democratização dos meios de comunicação. Atividades seguem no período da tarde.

Nesta manhã (27), às 9h30, cerca de 300 jovens de diversos movimentos de juventude realizaram um "escracho" em frente empresa jornalística Zero Hora, em Porto Alegre. A denúncia foi feita através da colagem de adesivos em tapumes no local. A juventude permaneceu por cerca de 30 minutos no local, e, com gritos de ordem, bateria e agitação, reivindicou a democratização dos meios de comunicação no país, assim como a investigação pela Comissão Nacional da Verdade do envolvimento dos grupos de mídia privados na Ditadura Civil-Militar.

Após o ato de escracho, os jovens seguem em marcha até o Palácio Piratini, onde se unirão a cerca de 500 jovens para entregar o manifesto da Jornada de Lutas da Juventude Brasileira, que, em sua plataforma, tem como pontos principais de reivindicação a educação, o trabalho, a reforma política, os direitos sociais e humanos e a democratização dos meios de comunicação.
O Escracho no Zero Hora

Segundo o projeto Os Donos da Mídia, o Grupo RBS, detentor da marca Zero Hora, é a terceira maior organização de mídia privada do Brasil em termos de propriedade direta de veículos. De acordo com o site do próprio Grupo RBS, são 24 emissoras de rádio, 8 jornais diários e 2 canais de televisão com 20 emissoras. O grupo possui também negócios na área de TV por assinatura, internet, mercado editorial e indústria fonográfica.
Em 2009, o oligopólio do Grupo foi contestado através de ação civil pública do Ministério Público Federal de Santa Catarina (MPF/SC), que objetivava anular a aquisição do jornal A Notícia, de Joinville, e reduzir o número de emissoras de televisão do Grupo aos limites permitidos pelo decreto-lei 236 de 1967. Apesar do apelo legal e da pressão social, o pedido foi julgado improcedente e a ação, extinta.

Na luta por seus direitos, a juventude gaúcha vai às ruas para denunciar a ditadura da mídia, expressa na concentração e oligopólio dos meios de comunicação pelo Grupo RBS. Com a ação, também solicita a apuração pela Comissão Nacional da Verdade da colaboração dos grupos de mídia privados com a Ditadura Civil-Militar.

Jornada Nacional de Lutas
A Juventude brasileira está em luta. Organizada através diferentes movimentos de juventude com vieses diferentes e uma mesma vontade de intervir nos rumos do país, a Jornada de Lutas da Juventude Brasileira promove atos em 15 estados do país nos meses de Março e Abril, pautados em um manifesto que traz como eixos principais a educação, o trabalho, a reforma política, a violência contra a juventude e a democratização da comunicação de massas.
do FNDC  e  Levante Popular da Juventude

4 comentários:

  1. Que sabem eles de correlação de forças, coragem e ousadia? Pouco. No tempo em que se morria por protestar, era preciso um pouco mais que estar organizados sob a égide de um partido (como eles estão) para realizar algo significativo. Não basta cobrança, não basta desejo. Que participem é bom, mas cobrar de quem está justamente tentando fazer é forçar a barra. Que órgão investigativo produz 'relatórios parciais' sobre uma investigação complexa em curso? E a lei de meios, acham que passa dessa forma, sem acúmulo de forças sociais, no país onde a TV tem audiência enorme, seja para ver novalas, programas de auditório e partidas de futebol? Não rola. Sem o povo junto e algum suporte político não rola, aí sim seria uma meia verdade e não uma lei de controle da mídia. Ir pra guerra sem armadura, espada e escudo é desperdício e risco, mesmo que haja disposição de luta. O que entendem eles de covardia ou coragem? Pouco ...

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    1. Amigo Sala Fério, muito obrigado por tua presença. E vejo o Levante Popular da Juventude com bons olhos. Gostei quando eles iniciaram os "escrachos" nas portas dos torturadores e do clube militar e gosto de ver os jovens fazendo política. Quantos as imperfeições os desculpo. O que esperar de um país em que um professor ganha menos que um porteiro ou empregada doméstica? E que toda a informação que a população recebe é controlada por oligarquias daqui e do exterior? Sei que a luta por unir a todos em torno de uma agenda comum num país assim é difícil mas vou morrer lutando. Temos que democratizar a comunicação e educar nossas crianças. Criar uma primeira geração de pais escolarizados e com carater para fazer deste hospício que vivemos, uma nação soberana, justa socialmente e solidária. É o que penso a respeito. Um grande abraço e mais uma vez meu sincero agradecimento pela oportunidade de conversar com você.

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    2. Souza, o prazer foi meu. Gosto de visitar os blogs que considero livres e independentes e comentar - desculpe minha intromissão. :)
      Aquele abraço!

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    3. Sala Fério, não há do que. Fiquei mesmo foi feliz. Eu também volta e meia dou uma olhada nos teus escritos. No Globo, Veja e seus clones, é que você não vai me encontrar. Abração.

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