Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

29 de março de 2012

Comissão da Verdade: Cariocas cercam Clube Militar e protestam contra comemoração ao golpe de 64.

Foto Blog do Saraiva
Crianças, idosos, mulheres, homens, militantes de movimentos sociais e partidos de esquerda, cercaram o Clube Militar na tarde de hoje no centro do Rio de Janeiro, para demonstrar sua indignação quanto ao que lá ocorria. No clube acontecia uma palestra "1964 - A Verdade", em apoio ao golpe de 1964. O evento foi realizado por militares contrários a comissão da verdade, a revogação da Lei de Anistia e que provavelmente tiveram participação ativa neste período vergonhoso de nossa história recente.
Foto Brasil247
O vice-presidente da agremiação, general da reserva Clóvis Bandeira, classificou a Comissão da Verdade, criada pelo governo para apurar crimes cometidos durante os governos militares, como “revanchista”. À medida em que os participantes do encontro saiam para a rua, eram recebidos com vaias e apupos. Homens da Polícia Militar esticaram dois cordões de isolamento para afastar os manifestantes do prédio, mas as barreiras foram pressionadas. Para conter a manifestação, bombas de gás lacrimogênio foram lançadas pela PM entre os integrantes do protesto. Um jovem foi preso. Quatro ficaram feridos.
Foto R7/Fabio Motta/AE
Militares da reserva, por meio do Clube Militar do Rio, enviaram convites para o ato, organizado para acontecer na sede do Clube - denominado “1964 – A Verdade”. O evento acontece um mês após o lançamento de manifesto em que cobram da presidente do país postura contrária à Comissão da Verdade e à revogação da Lei da Anistia. Entre seus painelistas, o general Luiz Eduardo Rocha Paiva, principal crítico das duas leis federais.
À saída do encontro, os ex-militares foram hostilizados pelos manifestantes e chamados de torturadores e assassinos.

Com informações de: Brasil247 , R7  e Blog do Saraiva

3 comentários:

  1. O PDT tem a obrigação moral de estar presente e de apoiar protestos como esse.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sem dúvida alguma. As reformas de base e o nacionalismo de João Goulart e de Leonel de Moura Brizola estavam entre os principais motivos para o golpe. Já em 1961 o mesmo golpe foi evitado por Leonel de Moura Brizola e sua "rede da legalidade". Nem a ameaça de um bombardeio retirou Brizola da sede do governo. De metralhadora nas mãos esperou na sacada do palácio que os golpistas viessem lhe destituir.

      Excluir
    2. Mas o PDT estava lá...e o Brizola vive!

      Excluir