Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

12 de janeiro de 2012

A inconcebível ditadura midiática no Brasil

A consciência democrática e progressista brasileira exige a democratização da comunicação, pois já na segunda década do século XXI é inconcebível uma ditadura midiática como aqui existe, cujo serviço sujo a serviço do capital financeiro e do que há de mais retrógrado dentro e fora do País só prejuízos tem causado à tenra democracia nacional.

A regulação da mídia brasileira data de 1962, portanto há meio século, quando a televisão ainda era transmitida em preto e branco e nem se sonhava com o fantástico avanço tecnológico ora verificado. Rádio e televisão são concessões públicas, e o poder concedente é quem deve ditar as normas do seu funcionamento, mas no Brasil essas normas são ditadas por meia dúzia de famílias que se utiliza do espectro eletromagnético como propriedade sua. Quando se exige a democratização da comunicação, a velha mídia conservadora, venal e golpista, cinicamente, brada à exaustão que os democratas, e principalmente a esquerda, querem impor a censura.

Essa velha mídia, que tem como centro o GAFE (Globo, Abril, Folha e Estadão), é que vem impondo uma censura deplorável, omitindo fatos relevantes e manipulando a opinião pública em favor dos interesses da direita mais reacionária e do imperialismo, notadamente o norte-americano. O mais nocivo desses veículos é a Globo que, infelizmente, ainda detém a maior fatia da audiência, embora esta venha despencando a cada ano por falta de credibilidade, já que mente, calunia, manipula e omite. A revista Veja é o lixo do jornalismo.

Roberto Marinho, o homem dos generais golpistas, dizia que o seu poder com a Globo consistia não pelo que podia dizer, mas pelo que podia omitir. Quem não lembra da campanha das Diretas Já – final de 1983 e até abril de 1984 -, maior movimento de massas já verificada no Brasil e que a Globo tentou esconder até o fim?
Quem não lembra do grande comício do dia 25 de janeiro de 1984, na Praça da Sé, em São Paulo e o Jornal Nacional, mostrando imagens de longe dizia que “multidão comemora aniversário da cidade?”. Quem não lembra dos crimes da ditadura militar que a velha mídia, e em especial a Globo, escondia? Quem não lembra do desastre com o avião da Gol que colidiu com um legacy, em 29 de setembro de 2006, cujos destroços apareceram na Serra o Cachimbo, em Mato Grosso, quando morreram 154 pessoas e a Globo, embora tenha feito a reportagem, não divulgou para “não desviar a atenção do escândalo do dossiê petista e assim favorecer a candidatura de Lula”?

Há mais de um mês foi lançado o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., maior fenômeno editorial dos últimos tempos, com mais de 120 mil exemplares vendidos em um mês e que a velha mídia simplesmente tenta esconder dos seus leitores, ouvintes e telespectadores. Graças à blogosfera e às redes sociais a maioria dos brasileiros tomou conhecimento do lançamento do livro publicado pela Geração Editorial, cuja previsão é ultrapassar um milhão de exemplares.

O fato político mais importante no mês de dezembro passado foi o requerimento do deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), com mais de 200 assinaturas – o mínimo necessário é 171 – para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar as graves denúncias de traição nacional com a privataria, corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão fiscal e movimentação de bilhões de dólares em paraísos fiscais pelos tucanos, envolvendo principalmente o ex-tesoureiro das campanhas presidenciais do Coisa Ruim (FHC) e de José Serra (o “Zé” Bolinha de Papel”), o também tucano e ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira, e principalmente a família de Serra – filha, genro e primo.

Quatro deputados tucanos, dois do DEMO e um do PPS assinaram o pedido de CPI mas a velha mídia omitiu completamente. Poderia até explorar o estranho fato de muitos petistas não terem assinado. O Brasil está sendo, cínica e covardemente, escondido por essa mídia que não quer a democratização da comunicação e acusa quem a defende de querer impor censura.
Por Messias Pontes - no O Vermelho

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