Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

16 de novembro de 2010

Ainda o Tiririca

Não sou contra a eleição de quem quer que seja. Muito menos à do Tiririca. Um democrata deve respeito à vontade do eleitor. O único problema é que NÃO HÁ DEMOCRACIA na escolha dos candidatos e nem tão pouco no serviço de comunicação prestado por meio de concessões públicas, que são outorgadas às empresas privadas de Rádio e TV. Tiririca não foi eleito pelo povo mas sim pela mídia. E só foi eleito graças aos programas que tem e que dão oportunidade ao povo de conhecê-lo. Isto até seria democrático se os políticos tradicionais também tivessem o mesmo espaço na TV para conquistar  eleitores. Mas estes, e não por acaso, só são vistos na TV quando envolvidos em escândalos. Se duvidam da afirmativa, que procurem um só programa na grade de todos os canais(olha que são muitos), que mostre políticos de diferentes correntes  ideológicas, debatendo entre si, e o que seria o ideal, com a nossa participação. Os problemas são muitos e o desconhecimento a respeito deles maior ainda. Com essa atitude de retirar a política da grade de programação, o que aliás já é feito há décadas, a mídia contribui para que as pessoas parem de acreditar que é na política e nos políticos que se deve procurar soluções para os seus problemas. Um prato feito para o fechamento do congresso e a volta de uma ditadura.

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