Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

18 de novembro de 2010

5ª Amostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

Direito à verdade: mostra de cinema traz à tona ditaduras na América do Sul

Houve um período da história do Brasil que aconteceu de verdade, aconteceram barbaridades, atrocidades e elas têm que ser escancaradas para a sociedade saber o que aconteceu, até porque não há razões para esconder um fato histórico. (Trecho do depoimento do presidente Lula no documentário Perdão, Mister Fiel, de Jorge Oliveira)

Cinema é diversão, mas também instrumento de alerta e denúncia, e por meio de filmes de ficção e documentários que retratam os horrores de uma ditadura militar, garante-se um direito fundamental: o Direito à Memória e à Verdade. Esse, aliás, é o tema da 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que abre oficialmente nesta quarta-feira (17/11) em Brasília (DF). A Mostra é realizada em 20 capitais brasileiras e reúne 41 obras de dez países sul-americanos -- veja aqui a lista. As sessões são gratuitas e têm audidescrição e closed caption, garantindo o acesso a pessoas com deficiência visual ou auditiva. A mostra vai até o dia 19 de dezembro e reúne filmes que retratam fatos e consequências das ditaduras militares da região, entre títulos inéditos e clássicos como A Batalha do Chile, A História Oficial e Pra Frente, Brasil.
Para Rogério Sottili, secretário-executivo da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, organizadora da mostra, é preciso promover a educação, sensibilização e cultura em direitos humanos no País porque “durante muitos anos acreditou-se ser normal torturar, matar e esconder corpos de vítimas de ditaduras”.
É estratégico para o Brasil, que tem um histórico de 500 anos de violação dos direitos humanos, trazer o assunto para a pauta nacional. Com a Mostra, nosso objetivo é sensibilizar corações e mentes e dizer que direitos humanos é também tratar de sustentabilidade ambiental, acessibilidade, cultura, respeito às diferenças. Falar em direitos humanos é, ainda, garantir o direito à memória e à verdade.
O primeiro filme da mostra hoje no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília (sessão às 19h30, só para convidados) é o documentário Perdão, Mister Fiel , que conta com depoimento do presidente Lula. A obra, do cineasta alagoano Jorge Oliveira, traz depoimentos de 30 personalidades brasileiras, entre historiadores, escritores, ex-presos políticos e exilados, que contaram suas experiências pessoais e analisaram o contexto político nacional e internacional que motivou a barbárie da ditadura militar.
Também estão presentes na programação da Mostra temas como o direito à terra, ao trabalho, à inclusão social, à diversidade étnica e religiosa, respeito às orientações sexuais, o direito à memória e à verdade, direitos dos povos indígenas, das pessoas com deficiência, da pessoa idosa, da criança e do adolescente, da população carcerária, da população afrodescendente e dos refugiados.
A 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul tem produção da Cinemateca Brasileira, patrocínio da Petrobras e apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), TV Brasil e Sociedade Amigos da Cinemateca. As obras mais votadas pelo público são contempladas com o Prêmio Aquisição TV Brasil nas categorias longa, média e curta-metragem. A programação tem curadoria do cineasta e curador Francisco Cesar Filho.

http://blog.planalto.gov.br/direito-a-verdade-mostra-de-cinema-traz-a-tona-ditaduras-na-america-do-sul/

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