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23 de junho de 2016

Corte no Bolsa Família prejudica 13,9 milhões de famílias no país, sendo metade delas no Nordeste

Foto: Alessandro Dantas
 O líder do governo Dilma Rousseff no Senado, Humberto Costa (PT), criticou a decisão do governo do presidente interino, Michel Temer (PMDB) de cancelar o reajuste do programa Bolsa Família. O aumento tinha sido anunciado pela presidente afastada, Dilma Rousseff em maio deste ano e deveria começar a valer a partir desse mês. Segundo o senador, o corte prejudica 13,9 milhões de famílias no país, sendo metade delas no Nordeste.

“É inaceitável o que o governo provisório e golpista de Temer está fazendo. Retirando recursos já previstos pelo governo Dilma no orçamento para o Bolsa Família. Em compensação, Temer não teve nenhum pudor em aprovar uma pauta-bomba com 58 bilhões de reajuste para várias outros setores. Os gastos com o aumento para beneficiários do programa representariam apenas R$ 1 bilhão. Está clara quem é a prioridade deste governo e não é a população mais pobre e carente do País”, disse o senador.

Apesar de não ter concedido o reajuste, o ministro Desenvolvimento Social e Agrário, o deputado Osmar Terra (PMDB), tinha dado garantia que iria honrar o aumento anunciado por Dilma. “É um governo temerário, que não respeitou a vontade de 54 milhões de brasileiros que elegeram a presidente Dilma. Eles falam e voltam atrás com a mesma velocidade em que podem trocar de roupa. É um desgoverno formado por homens brancos e ricos que governa para iguais”, questionou Humberto.

Em visita ao Recife na última sexta-feira (17), a presidente Dilma Rousseff também questionou o cancelamento do reajuste do Bolsa Família pelo governo interino. “É esse o governo da desigualdade, da mesquinharia com o nosso povo. Não pagar o reajuste do Bolsa Família é uma mesquinharia com o povo pobre desse país”, disse a presidente em ato no Pátio do Carmo, no centro da cidade, que reuniu milhares de pessoas.

Senador Humberto Costa

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