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17 de setembro de 2013

Ministro Gilberto Carvalho sobre "mensalão": Não houve desvio de recursos públicos e sim caixa dois

Às vésperas da sessão decisiva do Supremo Tribunal Federal sobre a aceitação dos embargos infringentes, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, entra no debate e diz ter "crença histórica" de que não houve desvio de recursos públicos. “Tenho uma crença histórica de que não houve uso de recursos públicos, e sim um erro que tem de ser punido, todos sabemos, de uso do caixa 2 em eleições e processos eleitorais. É disso que se trata, a meu juízo. Qualquer desvio tem de ser punido”, disse o ministro.

Brasília – O secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, disse ontem (16) ter “crença histórica” de que não houve uso de recursos públicos no caso investigado pela Ação Penal 470, o processo do mensalão, que está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, esses recursos têm como origem o caixa 2 de empresas para financiamento de campanhas eleitorais, prática que, segundo o ministro, foi um erro e, como tal, carece de punição.
“Tenho uma crença histórica de que não houve uso de recursos públicos, e sim um erro que tem de ser punido, todos sabemos, de uso do caixa 2 em eleições e processos eleitorais. É disso que se trata, a meu juízo. Qualquer desvio tem de ser punido”, disse o ministro após participar do lançamento do Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência na Presidência da República.
Segundo Carvalho, o governo está numa posição de expectativa em relação ao julgamento. “Vamos esperar. Não vamos fazer nenhum juízo de valor." O ministro ressaltou que tem acompanhado o processo, mas prefere não dar nenhuma opinião. "Não cabe neste momento.”
Nesta quarta-feira (18), o ministro Celso de Mello, decano do STF, decidirá se são cabíveis os recursos que pedem novo julgamento para 12 réus condenados na Ação Penal 470. A votação sobre a possibilidade de novo julgamento está empatada em 5 a 5.
Com informações do Brasil 247

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A farsa do "mensalão": Como Demóstenes e Cachoeira forjaram crise no governo Lula
 

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