Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

5 de abril de 2013

A Finlândia tem a melhor educação do mundo: 100% estatal, gratuita e universal

Documentário para ser assistido e discutido por todos os educadores, todas as escolas e todas as pessoas interessadas na educação no Brasil

A Finlândia tem a melhor educação do mundo. Lá todas as crianças tem direito ao mesmo ensino, seja o filho do empresário ou o filho do garçom. Todas as escolas são públicas-estatais, eficientes, profissionalizadas. Todos os professores são servidores públicos, ganham bem e são estimulados e reconhecidos. Nas escolas há serviços de saúde e alimentação, tudo gratuito.
Na Finlândia a internet é um direito de todos.
A Finlândia se destaca em tecnologia mais do que os Estados Unidos da América.
Sim, na Finlândia se paga bastante impostos: 50% do PIB.
O país dá um banho nos Estados Unidos da América em matéria de educação e de não corrupção.
Na Finlândia se incentiva a colaboração, e não a competição.
Mas os neoliberais-gerenciais, privatistas, continuam a citar os EUA como modelo.
Difícil o Brasil chegar perto do modelo finlandês? Quase impossível. Mas qual modelo devemos perseguir? Com certeza não pode ser o da privatização.
Veja o seguinte documentário, imperdível, elaborado por estadunidenses. Em inglês, com legendas em espanhol:

 
O porque do sistema de educação da Finlândia ser tão reverenciado
Acaba de sair um levantamento sobre educação no mundo feito pela editora britânica que publica a revista Economist, a Pearson.
É um comparativo no qual foram incluídos países com dados confiáveis suficientes para que se pudesse fazer o estudo.
Você pode adivinhar em que lugar o Brasil ficou. Seria rebaixado, caso fosse um campeonato de futebol. Disputou a última colocação com o México e a Indonésia.
Surpresa? Dificilmente.
Assim como não existe surpresa no vencedor. De onde vem? Da Escandinávia, naturalmente – uma região quase utópica que vai se tornando um modelo para o mundo moderno.
Foi a Finlândia a vencedora. A Finlândia costuma ficar em primeiro ou segundo lugar nas competições internacionais de estudantes, nas quais as disciplinas testadas são compreensão e redação, matemática e ciências.
A mídia internacional tem coberto o assim chamado “fenômeno finlandês” com encanto e empenho. Educadores de todas as partes têm ido para lá para aprender o segredo.
Se alguém leu alguma reportagem na imprensa brasileira, ou soube de alguma autoridade da educação que tenha ido à Finlândia, favor notificar. Nada vi, e também aí não tenho o direito de me surpreender.


Algumas coisas básicas no sistema finlandês:
1) Todas as crianças têm direito ao mesmo ensino. Não importa se é o filho do premiê ou do porteiro.
2) Todas as escolas são públicas, e oferecem, além do ensino, serviços médicos e dentários, e também comida.
3) Os professores são extraídos dos 10% mais bem colocados entre os graduados.
4) As crianças têm um professor particular disponível para casos em que necessitem de reforço.
5) Nos primeiros anos de aprendizado, as crianças não são submetidas a nenhum teste.
6) Os alunos são instados a falar mais que os professores nas salas de aula. (Nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou que 85% do tempo numa sala é o professor que fala.)
Isto é uma amostra, apenas.


Claro que, para fazer isso, são necessários recursos. A carga tributária na Finlândia é de cerca de 50% do PIB. (No México, é 20%. No Brasil, 35%.)
Já escrevi várias vezes: os escandinavos formaram um consenso segundo o qual pagar impostos é o preço – módico – para ter uma sociedade harmoniosa.
Não é à toa que, também nas listas internacionais de satisfação, os escandinavos apareçam sistematicamente como as pessoas mais felizes do mundo.
Para ver de perto o jeito finlandês de educar crianças, basta ver um fascinante documentário de 2011 feito por americanos (vídeo publicado acima).
Comecei a ver, e não consegui parar, como se estivesse assistindo a um suspense.
Um documentário sem dúvida para ser assistido por todos os educadores, todas as escolas, todas as pessoas interessadas na educação, no Brasil.

Com informações de Pragmatismo Político e Diário do Centro do Mundo

2 comentários:

  1. Isaías Mendonça dos Santos7 de abril de 2013 12:45

    A melhoria da educação, não se passa exclusivamente por investimento econômico na educação, depende muito da cultura de um povo. O povo fiandês, tem um histórico de ordem e disciplina, o que é fundamental, para que seus alunos aprendam. Já o povo brasileiro, tem um histórico de desordem, de falta de disciplina. O grande problema da educação no Brasil, é a baderna em sala de aula, o desrespeito ao ambiente escolar. Mesmo tendo um bom professor em sala de aula, é impossível aprender dante das guerras de bolas de papel. Numa sala de aula com 30 alunos, 10 entram na sala só para pertubar, se leva a turma na sala de informática, esses 10, vão para ver na internet, o que bem entendem, e não o que o professor determinou. Portanto, o problema maior da educação brasileira, é a falta de punição aos que impedem o direito dos outros de aprender, e dos professores em desempenhar o seu trabalho. Neste país, Brasil, os menores de 16 e 17 anos, são obrigados a estudarem, por força da lei, e já que eles não querem, vão para para perubar, desrespeitar as regras dos colégios, agredir professores, vender e usar drogas etc. Nestas condições, pode-se investir 50% do pib, não vai adiantar nada.

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    1. Isaias Mendonça dos Santos, muito obrigado por tua presença aqui.
      A educação começa já no pré-natal, onde a mãe precisa de boa alimentação e de uma gravidez tranquila. E prossegue no ambiente familiar e nas creches de qualidade, na educação infantil e no ensino fundamental ídem. E é uma via de duas mãos. O que fazemos de bom para as crianças desde a gravidez até mais ou menos os sete anos, volta para nós na forma de uma personalidade saudável, de uma criança tranquila, feliz, com saúde física e mental, pronta para aprender e se tornar um adulto perfeitamente integrado à sociedade. Não podemos esperar que crianças desrespeitadas antes mesmo de nascer, estudando em escolas que mais parecem cadeias, sofrendo todo tipo de violências em casa e nas ruas, nos dêem uma boa resposta, ou se tornem capazes. Eu acho que é por aí o caminho. Um grande abraço para você.

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