Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

13 de outubro de 2011

Sem Terrinhas defendem escolas no Dia das Crianças

Os Sem Terrinhas participam em todo o país de atividades para cobrar escolas nos assentamentos e acampamentos.
O Dia das Crianças é um dia de luta em defesa dos direitos dos Sem Terrinhas, especialmente à educação.
As crianças participam de atividades no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Maranhão. Até o final do mês das crianças, acontecem mobilizações em todos os estados.
No campo brasileiro, existem milhares de crianças, jovens e adultos que têm seus direitos fundamentais negados pelo Estado.
Um dado alarmante é que mais de 24 mil escolas do campo foram fechadas nos últimos oito anos, em uma realidade onde a maioria das escolas que existem estão em condições precárias.
Esse dado é oficial, do Censo Escolar do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), do Ministério da Educação.
Por isso, as crianças Sem Terrinhas promovem atividades da campanha Fechar escola é crime!, que defende a educação pública que seja um direito de todos os trabalhadores.
Para que isso se concretize, os pequenos Sem Terra mobilizam no Dia das Crianças suas comunidades, movimentos sociais, sindicatos, enfim, toda a sociedade para se indignar contra o fechamento de escolas.
Campanha
O MST, a partir da luta pela terra, tem demonstrado o potencial de organização quando alia estes direitos fundamentais a um projeto popular dos trabalhadores. É nossa responsabilidade dar visibilidade a estas questões e construir lutas que visem a garantia destes direitos básicos.
A realidade da educação brasileira é ainda de 14,1 milhões de analfabetos, o que corresponde a 9,7% do total da população com 15 anos ou mais de idade. Um em cada cinco brasileiros é analfabeto funcional, ou seja, lê e escreve, mas não consegue compreender, interpretar ou escrever um texto.
No Nordeste brasileiro, 18,7% da população é analfabeta. São mais de sete milhões de pessoas. Entre as pessoas com mais de 15 anos considerados analfabetos funcionais no Brasil, mais de um terço vivem no Nordeste e, destas, mais da metade vivem no meio rural.
A média de anos de escolaridade das crianças e jovens entre 10 e 16 anos, no Nordeste, é de 4,4 anos. Os dados apontam para as disparidades regionais, sendo que o Norte e o Nordeste do país concentram os piores índices sociais.
Os dados são da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 2009, do Censo Escolar do INEP/MEC (2002 a 2009), e da Pesquisa de Avaliação da Qualidade dos Assentamentos da Reforma Agrária INCRA (2010).
 

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