Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

19 de agosto de 2011

Instalação do Comitê Paulistano pela Comissão da Verdade e Justiça

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo debate instalação do Comitê Paulistano pela Comissão da Verdade e Justiça

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, José Augusto Camargo (Guto), participou nesta quinta-feira, dia 18 de agosto, da reunião que discutiu a instalação de um Comitê paulistano em defesa da instalação da Comissão da Verdade. Na foto, a esquerda, o presidente do Sindicato na mesa.
Durante o encontro ficou decidido que a Subcomissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal pela Abertura dos Arquivos da Ditadura Militar se juntará ao Comitê Paulistano, da qual o Sindicato dos Jornalistas já faz parte. O objetivo é atuar em conjunto pela implementação do Projeto de Lei (PL) 7376/2010, que prevê a criação da Comissão Nacional da Verdade e Justiça no Brasil.
"Nosso trabalho não tem data. Continuará enquanto não vierem a público os papéis da ditadura. Temos de ver como a comissão pode ser mais representativa e ter mais força em São Paulo, diante do papel histórico que a cidade representou nessa luta. A comissão tem que ter muita força nessa cidade”, disse o vereador Ítalo Cardoso (PT).O vereador petista informou que no próximo dia 5 de setembro será realizada na CMSP uma comemoração aos 32 anos da Lei da Anistia. Na reunião, foi informado que as pautas das sessões da Câmara Federal já estão preparadas para o segundo semestre e que o PL 7376/10 não consta de nenhuma delas.Na avaliação dos presentes, somente um movimento da presidente Dilma Rousseff (PT) ou então do novo ministro da Defesa, Celso Amorim, pode reverter esse quadro e incluir o projeto na lista de votações em Brasília.O comitê paulistano é formado por diversas entidades que lutam pelo esclarecimento dos crimes cometidos durante a Ditadura Militar e que sentiram necessidade de organizar suas forças para acompanhar de maneira crítica a instalação e o funcionamento da Comissão da Verdade.“Consideremos o comitê formado, aberto a adesões de organizações e apoios individuais. E declaremos que o comitê está em assembleia permanente de reuniões e chamamentos de acordo com as necessidades”, disse José Augusto Camargo, o Guto, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.Para o jornalista, a Comissão da Verdade é uma necessidade histórica da sociedade brasileira e um trabalho que o povo precisa fazer, para esclarecer seu passado. “Queremos que o Estado ouça o que estamos falando”.Participaram ainda da reunião da subcomissão a vereadora Juliana Cardoso (PT) e o representante da Secretaria de Justiça de Defesa da Cidadania, Rubens Shimin.

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