Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

6 de julho de 2011

CUT, MST, CMP, Marcha Mundial de Mulheres e Via Campesina nas ruas por mais mudanças no Brasil

Com informações do CUT Brasil
Hoje é o dia Nacional de Mobilização da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e dos movimentos sociais (MST, Central de Movimentos Populares, Marcha Mundial de Mulheres e Via Campesina). Milhares de trabalhadores vão realizar, em diversas cidades do Brasil, atos de rua, paralisações em empresas de todos os setores e no serviço público, passeatas, panfletagens e protestos.
Nós vamos realizar essas mobilizações porque queremos mostrar que a maioria da população quer mais mudanças no Brasil. As mobilizações do dia 6 de julho têm como objetivo pressionar os patrões e o governo federal, os governos estaduais, as prefeituras, os deputados e os senadores para que eles atendam as reivindicações e promovam as mudanças.

O QUE QUEREMOS:

- aumentos reais de salário neste segundo semestre
- menos impostos para quem vive apenas do salário ou da aposentadoria
- todos os direitos trabalhistas para quem é terceirizado
- fim do fator previdenciário
- melhores aumentos para todas as aposentadorias
- trabalho decente para todos
- que as empresas e os bancos sejam proibidos de dar dinheiro para candidatos a cargos políticos
- que 10% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil sejam investidos em educação pública
- comida mais barata para o povo. Isso só será possível com reforma agrária e apoio aos pequenos produtores agrícolas
- redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário
- fim da violência na área rural e nas florestas
- fim do imposto sindical e liberdade para os trabalhadores decidirem como e quando financiar seu sindicato
- que os aeroportos não sejam privatizados

Ao lado de parceiros combativos – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, Marcha Mundial de Mulheres e Central de Movimentos Populares – cutistas de todas as categorias, urbanos e rurais, paralisarão atividades, atrasarão a entrada em seus locais de trabalho, promoverão panfletagens e passeatas para defender um novo modelo de desenvolvimento em que todos conquistem ganhos reais com o crescimento brasileiro.

A pauta definida pela CUT nacional aponta três grandes eixos: trabalho e sindicalismo (ganhos reais e cláusulas sociais nas campanhas salariais do 2º semestre; redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário; liberdade e autonomia sindical; fim do Imposto Sindical; combate às práticas antissindicais; fim do Fator Previdenciário; e combate à precarização e à terceirização); alimentação (reforma agrária, PEC do Trabalho Escravo; luta contra os agrotóxicos; e contra o modelo agrário atual) e educação (aprovação do Plano Nacional de Educação em 2011; valorização dos profissionais; e educação no campo).

Confira abaixo a programação nos estados:


Alagoas
Paralisações em portas de fábrica e comércio. Às 9h, ato na Superintendência do Trabalho e Emprego, em Maceió.

Amazonas
A atividade está marcada para as 8h, na Avenida Sete de Setembro.

Bahia
No desfile cívico do 2 de julho, que marca a separação definitiva do Brasil do domínio de Portugal, a CUT levará as bandeiras do Dia Nacional de Mobilização. No dia 6, em Salvador, haverá panfletagem no centro, às 10h, e à tarde, na estação de transbordo de Cajazeiras.

Ceará
Pela manhã, paralisação no Porto de Pecém. À tarde, os servidores da saúde e da área têxtil, em greve, se unem na saída da atividade do Pecém. Haverá também manifestação na reitoria da Universidade Federal do Ceará.

Distrito Federal
No dia 5, os trabalhadores irão receber os parlamentares no aeroporto. Dia 6, às 9h, acontece um ato no Palácio dos Buritis, onde o MST permanecerá acampado do início ao final da semana. Às 15h, ocorre panfletagem na rodoviária de Brasília.

Espírito Santo

A manifestação acontece no centro da cidade, com caminhada até o Palácio do Governo em defesa da implementação do Piso Nacional da Educação no Estado.

Goiás
Café da manhã com imprensa e com entidades filiadas na sede da CUT-GO, às 8h. Depois, acontece coletiva e a seguir debate. Entidades filiadas também farão atividades no local de trabalho.

Mato Grosso
No Mato Grosso, os servidores federais em greve se integrarão à manifestação que promoverá a panfletagem na praça Alencastro, centro de Cuibá, e  nas principais vias e terminais de ônibus da capital.

Maranhão
No Maranhão, a concentração acontece diante prefeitura de São Luís. Em seguida, os manifestantes seguem até o Tribunal de Justiça.

Minas Gerais
Em Belo Horizonte, os servidores em greve se reunirão diante da Assembleia Legislativa, às 14h. No mesmo horário, ocorre uma manifestação contra a privatização no aeroporto de Confins. Os trabalhadores também promoverão atos e assembleias diante da porta das empresas.

Pará
Em Belém, o ato começa às 9h, na Praça Dom Pedro II, em frente à Assembléia Legislativa. A seguir, os manifestantes seguirão em marcha até a Praça da República.

Paraíba
Nos dias 5 e 6, os trabalhadores de todas as categorias estarão juntos com os urbanitários do setor de água e esgoto da Campina Grande e João Pessoa na paralisação com indicativo de greve. Também se juntarão à manifestação os funcionários em greve da Universidade Federal da Paraíba. À tarde, acontecerá panfletagem no Parque Solano Lucena e no terminal rodoviário, além de panfletagem na Praça da Bandeira, em Campina Grande. Em João Pessoa e Campina Grande também haverá assembleia nas portas das fábricas pela manhã.

Paraná
Nos dias 4 e 5 acontece panfletagem nos terminais de ônibus. No dia 6 é a vez do ato da educação na Boca Maldita, centro de Curitiba. Às 14h, ocorre um ato no Ministério do Trabalho contra a terceirizações e contra o imposto sindical. Depois, as mobilizações acontecem diante do INSS e dos Correios. A mobilização termina na Universidade Federal do Paraná. Também ocorrerão manifestações em Umuarama, Londrina, Maringá e Ponta Grossa.

Pernambuco
A concentração para o ato ocorre na Praça Osvaldo Cruz, em Recife. A seguir, os manifestantes partem em caminhada pelas ruas de Boa Vista.

Piauí
A manifestação acontece na Praça do Rio Branco, às 8h. Com participação de bancários e de trabalhadores do centro comercial, que iniciam campanha salarial, ao lado dos servidores da saúde e da educação em greve, seguem para o Palácio do governo.

Rio Grande do Norte
Em Natal, a manifestação ocupará a frente do governo estadual. Às 8h, em Mossoró, os trabalhadores promoverão uma carreata. Um debate na sede da CUT-RN também discutirá os temas da mobilização.

Rio Grande do Sul
Os sindicatos em negociação coletiva farão panfletagem na porta das fábricas. Às 10h, os trabalhadores se concentrarão no Parque da Harmonia para uma caminhada até o Ministério do Trabalho pela redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário. A seguir, partem para o Ministério da Fazenda. Outros atos ocorrem em Pelotas, Santa Cruz e Vale dos Sinos.

Rio de Janeiro
No Rio, uma passeata com concentração na Candelária, às 16h, tomará a avenida Rio Branco até a Cinelândia, com grande participação de servidores públicos federais em greve.

Rondônia
A passeata começa às 9h, na avenida Sete de Setembro, com concentração diante do Palácio do Governo. Em seguida, a mobilização segue para a frente dos Correios. Já os rurais irão paralisar as atividades nas fábricas de laticínios.

São Paulo
Na capital paulista, a concentração ocorre às 9h, na Praça da Sé. Trabalhadores de 17 regiões seguirão em marcha até a Praça do Patriarca.

Santa Catarina
Depois de a Marcha dos Catarinenses tomar conta de Florianópolis nos dias 30 e 1º de julho. No dia 6, os trabalhadores de Joinville, Blumenau e Florianópolis realizarão panfletagens pela cidade.

Sergipe
À tarde, os trabalhadores e diversas entidades dos movimentos sociais se reúnem diante do Tribunal de Justiça.

Tocantins
Pela manhã, os trabalhadores ocuparão a avenida JK, próxima ao Palácio do Governo. À tarde, é a vez da concentração em Palmas, a partir das 16h.

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