Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

21 de julho de 2008

1968

È uma lástima que a biografia de uma mulher como Vera Sílvia Magalhães seja desconhecida de nossos jovens, que estupefato vejo aos gritos, em quase todos os lares, nas tardes e noites torcendo por seus times de futebol. Só jornalistas abnegados ou mesmo uma TV Câmara de audiência inexpressiva, arriscam seu tempo com assuntos como esse, de enorme importância. Ou não é importante a verdadeira história do povo brasileiro? Assisti o programa, e apesar dos meus 56 anos de alguma vida, me emocionei, chorei e amei a Vera. Uma criança de 19 anos aprendendo a atirar, com medo, e enfrentando um aparato que nem o temido "Beira Mar" jamais sonhou enfrentar. Que coisa. E eu tocando bateria na época alheio a tudo. A imprensa dominada ou aliada, chamava a tudo e a todos de "terroristas assassinos". Quantas crianças que interromperam seus estudos, suas carreiras, largaram suas famílias para lutar por suas ideias, e nunca por dinheiro. Que tempos e que sonho. Agora tudo dominado só nos resta nas TVs os "bbbs" da vida. Para quem quiser se emocionar com a história do brasil, ainda dentro deste tema, sugiro os livros do Carlos Eugênio Paz, que também em 1968 um garoto, ex-guerrilheiro, viveu intensamente a luta contra o golpe. E não posso esquecer de comentar, sobre o Franklin Martins, hoje no governo Lula e na época, sugerindo o sequestro do embaixador. Que tempos...

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