Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

31 de dezembro de 2016

Desemprego alarmante é a maior marca do golpe; Dilma concluiu 2014 com menor índice da história


Quase no último suspiro de 2016, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga mais um dado que evidencia de maneira clara a aura golpista de Michel Temer e sua turma: o desemprego no trimestre setembro/outubro/novembro atingiu 11,9% - a mais elevada taxa desde o início da série, em 2012. Para quem assaltou o poder sob o argumento de que iria reerguer a economia, equilibrar as contas públicas e combater o desemprego, Temer certamente ficará de recuperação e será reprovado diante de tamanha incapacidade de entregar uma tarefa pronta.

Os dados são da Pesquisa nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), e diante deles os desavisados e mal intencionados certamente vão argumentar que tudo isso é herança do governo de Dilma Rousseff, já que supostamente o usurpador e conspirador Temer não teria disposto de tempo suficiente para arrumar a “casa”. Ledo engano. Esses índices alarmantes devem ser incluídos, sim, na conta dos golpistas.

Isso porque, justamente, há dois anos, no apagar das luzes do primeiro mandato de Dilma, o mesmo IBGE divulgava o índice de desemprego em novembro de 2014: 4,8%, chegando a atingir um percentual menor ainda em dezembro, de 4,3%. Mesmo considerando a metodologia diferenciada do IBGE (com relação à PNAD Contínua utilizada atualmente), Dilma fechou seu último ano de primeiro governo com uma média de desemprego – entre janeiro e dezembro – de 4,8%, configurando-se como a menor de toda a série da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) à época. Veja nota do IBGE.

O Brasil fechou o ano de 2014 em situação de pleno emprego (Assista à matéria do “Jornal da Globo”), e de lá pra cá o desemprego só cresceu. Vale lembrar que, quando Dilma assumiu seu segundo mandado, em janeiro de 2015, já foi sob a ameaça de um impeachment forjado, de uma perseguição anunciada pelo candidato que não aceitou a derrota nas urnas e por um boicote arregimentado no Parlamento por meio de uma infinidade de pautas bombas que tinham por objetivo minar o seu governo e impedi-la de fazer as reformas necessárias.

O desemprego galopante é o presente que os aventureiros golpistas deixam ao Brasil e aos brasileiros neste fim de ano. O País está diante de um cenário de terra arrasada, com investimentos públicos congelados, economia sem perspectiva de crescimento, desemprego crescente e direitos constituídos sendo atacados e destruídos.

Não custa reforçar que o estopim de toda essa situação que agrava a economia do País foi a instabilidade política gerada por um grupo inconformado com a quarta derrota seguida nas urnas. E que, incapaz de chegar ao poder pelas vias democráticas, mais uma vez se uniu à grande mídia para potencializar o desgaste de um governo legitimamente eleito. Se o mandato de Dilma não tivesse sido atacado desde o primeiro dia por Eduardo Cunha e seus aliados demo-tucanos, ela certamente teria quatro anos para combater a crise e reverter os indicadores negativos.

Queiram ou não admitir esse fato, a verdade é que Dilma entrou no seu segundo mandato com um índice de desemprego baixo e controlado, mesmo diante de uma crise econômica mundial. Queiram ou não aceitar, foi um conluio que potencializou a crise político-econômica, criando as condições para que a democracia fosse rachada por um golpe parlamentar-jurídico-midiático, com fortes traços de misoginia e elitismo.

O resultado de tudo isso é o que o Brasil vive hoje e que tende a se agravar caso o golpe dure por mais tempo e caso não haja uma saída democrática para toda essa crise.

PT na Câmara

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