Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

30 de março de 2016

Ocupar as ruas dia 31, contra o golpe. A hora é agora!

A crise política vive momentos decisivos. Seu enfrentamento exige atenção e a ação dos brasileiros comprometidos com o avanço democrático, o progresso social e a luta sem tréguas contra a corrupção.

Os golpistas se assanham e tentam enganar alegando que o governo vive momentos finais. Chegam mesmo ao desplante de falar, publicamente, na composição de um eventual governo Temer!

A vitória dos golpistas seria a destruição das conquistas dos brasileiros desde 2003, começo da série de governos populares e democráticos iniciada com a posse de Lula na Presidência da República. Aprofundaria a crise, ampliaria o desemprego, empobreceria os brasileiros e recolocaria o Brasil de joelhos ante o imperialismo, sobretudo os EUA. Já anunciam, descaradamente, planos de anular as conquistas sociais, políticas e econômicas, e ameaçam retomar e radicalizar as privatizações (Petrobras e o pré-sal, Banco do Brasil, Caixa), redução dos salários e dos direitos dos trabalhadores, desmonte do serviço público, Estado Mínimo e todas as já conhecidas mazelas do programa neoliberal.

Os golpistas não conseguem disfarçar nem mudar o fato de que a investida contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff é ilegal porque não há crime de responsabilidade cometido por ela!

A máscara golpista cai aceleradamente, e até jornais estrangeiros percebem a conspiração contra uma presidenta sem crime. Conspiração que está em curso contra a democracia brasileira, a Constituição de 1988 e o mandato constitucional de Dilma Rousseff.

Nesta terça-feira o Brasil assistiu a um movimento valorizado pelos golpistas, pela direita e pela mídia alinhada com ela – a decisão do PMDB de sair do governo.

Foi uma comemoração, por assim dizer, afoita, pois está muito evidente que não foi uma decisão unânime. Os sinais de que o PMDB continua dividido são muito fortes. Uma indicação disso foi dada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. Ele disse esperar que a questão do impeachment não chegue ao Senado. Para que isso aconteça a Câmara dos Deputados precisa rejeitar o golpe, seja na votação na Comissão Especial criada para esse fim, seja no plenário. Isto é, o PMDB sai do governo, mas sai dividido!

Estas são horas decisivas e urgentes. A forte e necessária resposta popular, dos democratas, patriotas e legalistas virá no dia 31, quando as ruas serão outra vez tingidas com as cores da democracia e invadidas pelo entusiasmo popular em defesa do mandato constitucional da presidenta Dilma Rousseff.

A ação nas ruas precisa estar combinada com a ação institucional. Os parlamentares da legalidade formam um muro de contenção contra o golpismo. Eles são apoiados pelas ruas!

É preciso sair às ruas em defesa da legalidade. É fundamental demonstrar aos parlamentares, sobretudo aos que estão em cima do muro, que o povo está de olho!

O povo nas ruas, os deputados e senadores no Congresso, os juristas democráticos e legalistas, vão barrar o golpe! A hora é já! A direita, os golpistas da oligarquia, as forças do passado, não passarão! Todos às ruas, pela legalidade, contra o golpe!
O Vermelho

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