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28 de março de 2016

Grazielle: A faxina da corrupção deve começar por Eduardo Cunha


Grazielle Custódio David, especialista em Orçamento Público e assessora do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) comentou nas redes sociais a atual conjuntura política do país.

"Honestamente, se a "faxina" tem que começar em algum lugar para limpar o país da corrupção, esse ponto é Eduardo Cunha. É inaceitável que com todas as provas (não é apenas denúncia, não é apenas delação, são provas, inclusive vindas da Suíça), ele permaneça como presidente da Câmara dos Deputados, permaneça como deputado, permaneça solto", disse ela.

Para ela, se a intenção de fato é o fim da corrupção do Brasil, "Eduardo Cunha é a primeira pessoa que precisa ser julgada, imediatamente afastada da posição de presidente da Câmara, cargo esse que está na linha de sucessão presidencial".

"Inacreditavelmente ele é quem controla a Comissão de Ética que o está julgando e que conta com diversos deputados cujas campanhas foram financiadas por dinheiro que o próprio Cunha conseguiu", enfatizou.

E finaliza: "Fazer um impeachment contra uma presidente contra quem não existe um crime de responsabilidade (pedalada fiscal não é crime de responsabilidade; se vier a ser, não poderá ser retroativa, e ser for, pelo menos mais 15 governadores terão que ser afastados) para ter Cunha como possível novo presidente seria ampliar em muito a corrupção no país (Temer também assinou uma pedalada fiscal, então também teria que ser afastado, o que colocaria o presidente da Câmara na presidência)".

Grazielle ganhou notoriedade ao desmontar a falácia da campanha da Fiesp de que a carga tributária do Brasil é uma das mais altas no mundo. Segundo ela, o problema é que o Brasil tem uma injustiça fiscal que penaliza os pobres e a classe média. Leia o artigo: "Impostos no Brasil: carga não é alta, pobre paga muito e rico sonega".

com informações de O Vermelho

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