Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

13 de dezembro de 2012

Senadores ressaltam legado de Lula e Lindbergh denuncia “campanha de ódio”

A “campanha de ódio” movida por setores conservadores e grandes veículos de comunicação contra o ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva “empobrece a democracia” e revela-se o último recurso de forças políticas que, incapazes de gestar uma alternativa para o País, movem-se apenas pelo ressentimento. A avaliação é do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que ocupou a Tribuna do senado, nesta quita-feira (13), para repudiar as sistemáticas insinuações contra o ex-presidente veiculadas por parte da imprensa.
“Lula representa tudo o que eles mais odeiam. Lula é aquela pobre criança do sertão nordestino que deveria ter morrido antes dos 5 anos, mas que sobreviveu. Lula é aquele miserável retirante nordestino que veio para São Paulo buscar, contra todas as probabilidades, emprego e melhores condições de vida, e conseguiu”, apontou Lindbergh, que foi aparteado pelos petistas Paulo Paim (RS), Wellington Dias (PI) e pelo líder da bancada, Walter Pinheiro (BA).

Para Paulo Paim, os esforços do presidente para assegurar os direitos de tantos setores excluídos—como as mulheres e os negros, que ganharam secretarias de governo específicas, para promover políticas públicas — desagradam minorias acostumadas ao privilégios. Ele citou a política perene, instituída por Lula, para a valorização progressiva do salário mínimo, que deverá chegar a U$ 1 mil em 2023. “Por isso, tanto ataque ao Presidente Lula, uma liderança mundial”.

“Luiz Inácio Lula da Silva representa um projeto, no qual muitos ganham, mas alguns poucos perdem”, lembrou Wellington Dias. “Os que perdem, reagem. É portanto, claramente um ataque mais do que ao Lula, é um ataque a um projeto de país que hoje é destaque dentro do planeta. Mais do que isso: é um ataque daqueles que perdem na busca do poder a qualquer custo”, afirmou.
Para Walter Pinheiro, Lula é “figura extraordinária, que promoveu transformações profundas”. A maior delas, destaca o senador, foi a consolidação de instâncias e de processos democráticos. Ele lembrou que a Lei de Acesso à Informação, instrumento que fortalece a transparência, e a reestruturação das carreiras como as da Polícia Federal foram iniciativas do ex-presidente que muito contribuíram para que a sociedade pudesse conhecer as  ações de governo. “Quando agridem o Lula, nesse atual quadrante da nossa história, não é para atingir a figura do Lula. O desejo, a ânsia é destruir o projeto que o companheiro Lula foi capaz de construir” para o País, afirmou Pinheiro. 

Legado
“Lula é aquele sindicalista que não deveria ter liderado a sua categoria e rompido com o peleguismo, mas liderou e rompeu. Lula é aquele político que não devia ter criado, em plena ditadura militar, um novo partido independente de esquerda, mas criou. Lula é aquele candidato que não devia ter chegado ao poder, mas chegou. Lula é aquele presidente que devia ter fracassado, mas teve êxito extraordinário”, prosseguiu o senador fluminense, destacando o ódio de classe e o preconceito que inspiram os ataques ao ex-presidente.
“Lula é o excluído que devia ter ficado em seu lugar, mas não ficou. Lula é esse fantástico novo Brasil que ele ajudou tanto a construir. Lula não deveria existir, mas existe. É uma nova realidade sem volta, contra a qual não há argumentos racionais. Apenas o ódio espesso dos ressentidos”.
Lindbergh reconheceu que a política é uma atividade que desperta paixões, mas lembrou que nada justifica as tentativas de destruir a reputação do ex-presidente. “Não se procura a construção de alguma política, equivocada ou não, a consecução de um objetivo, meritório ou não, mas apenas a destruição do outro, a eliminação das alternativas, a derrubada de um projeto, sem a preocupação de colocar algo viável em seu lugar. Nessas circunstâncias, ocorre a inevitável deterioração da democracia e de suas instituições, que pode resvalar, em casos extremos, para o golpismo”, afirmou o senador.
Ele foi enfático na denúncia de “parte da oposição e da mídia conservadora”, que assumiram “de vez e irreversivelmente a feição de uma direita anacrônica, reacionária e profundamente intolerante”, que “cada vez mais, atrai o que há de pior na política nacional: fundamentalistas, membros da TFP e até mesmo, nos ataques de submundos da Internet, indivíduos que pertenceram à juventude nazista e aos órgãos de repressão da ditadura. É um monstro político que parece sedento de sangue”.
Lindbergh lembrou os principais feitos do governo Lula, que retirou da pobreza extrema mais de 30 milhões de pessoas, que impulsionou o crescimento econômico, ajudando a gerar 14,5 milhões de novos empregos com carteira assinada, que criou o maior programa social do planeta, o Bolsa Família, democratizou o acesso ao ensino superior, à casa própria, ao crédito e à energia elétrica. “Contrariando nossa triste tradição histórica, tão cara aos cultuadores do ódio a Lula, dessa vez crescemos distribuindo renda e oportunidades”.
“Lula mudou o Brasil. E não se trata de uma mudança abstrata e retórica. Foi uma mudança concreta, profunda. Ele mudou, para melhor, a vida de dezenas de milhões de brasileiros. Gente como ele, que não tinha nada ou muito pouco, e que agora come, mora, se educa e sonha. Brasileiros que se tornaram, enfim, cidadãos do Brasil”.

Leia a íntegra do pronunciamento do senador Lindbergh Farias
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