Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

28 de outubro de 2011

9º Encontro dos Sem Terrinha e I Festival de Artes das Escolas de Assentamentos do PR

Começa amanhã, dia 29, o 9º Encontro dos Sem Terrinha do MST que tem como temática “Por uma Escola do Campo e Alimentos Sem Agrotóxicos”, e o I Festival de Artes das Escolas de Assentamentos da Reforma Agrária do Paraná. Ambos vão ocorrer simultaneamente.
Vindos de áreas de acampamentos e assentamentos do estado, as 2.500 crianças e adolescentes (07 a 17 anos), chegam na parte da tarde em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, no Parque Nilton Freire, antigo Parque de Exposição Castelo Branco, acontecendo num primeiro momento o credenciamento e a organização do acampamento, onde ficarão alojadas até o dia 02 de novembro.
O evento dialoga com duas campanhas nacionais em que se inserem o Movimento: “Fechar Escola é Crime” e “Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos”.

O I Festival de Artes será o espaço em que os estudantes das escolas vão fazer apresentações artísticas, dando visibilidade às suas produções, proporcionando trocas de experiência, além do contato de culturas e realidades entre os próprios filhos de trabalhadores do campo em relação ao mundo urbano.
“Um aspecto marcante, sobretudo, é a questão do espaço onde vai se realizar o Festival, o Teatro Guaíra, que apesar de público, não permite o acesso da população como um todo. E o fato de serem filhos de pequenos agricultores e camponeses a ter acesso a esse local, é no mínimo interessante”, observa Levi de Souza, um dos organizadores do evento.

Outro apontamento feito pelo organizador e membro do MST, é a possibilidade de difusão da cultura do campo. “Queremos quebrar o estereótipo do Jeca Tatu, da imagem de atraso relacionada à mulher, ao homem do campo. Queremos mostrar que não é massa de manobra quem vai estar ali”, afirma.

Segundo Levi, as escolas vão apresentar temas diversificados, como retratos do assentamento, do acampamento, do cotidiano escolar, a relação do agronegócio e a agroecologia, a temática do circo, entre outras.

“A arte em si não é a revolução, mas um ensaio para uma vida melhor. A reforma agrária é mais do que conquistar a terra e produzir alimentos sem agrotóxicos, é também a luta por educação, por cultura, pela dignidade. É fazer o embate contra a discriminação e o preconceito promovido pela grande mídia”, enfatiza o Sem Terra.
Estão previstos para o Encontro debates sobre os direitos da criança e do adolescente; cerca de 50 oficinas; passeios públicos; manifestação de arte na rua, com maracatu, palhaços e palavras de ordem; um piquenique agroecológico, com produtos da reforma agrária; e a entrega da pauta de reivindicações dos sem terrinhas para o governo do estado.

Informações à imprensa:

Riquieli- (41) 9807 8324
Geani-(45) 9932 1643
Hugo-(41) 9885 0773

http://festivaldeartesdara.wordpress.com/comunicacaopr@mst.org.br

Fonte: MST

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