Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

10 de agosto de 2011

Luta pela Educação: Escolas estaduais do RJ decidem continuar greve


Quanto a uma revolução a curto prazo na educação de nosso país, a partir de movimentos sociais, acredito que são dois os maiores desafios a serem vencidos.
O primeiro, é que além dos ricos, também a classe média migrou para as escolas particulares e abandonou a luta pela escola pública de qualidade igual para todos.
E o segundo, é que tanto os pais, quanto os profissionais da educação se encontram ainda com um grau de politização muito aquém do que se espera em um país que se diz democrático.
As razões para isso, está no círculo vicioso iniciado a partir do golpe de 1964, em que, à medida que a educação foi caindo de nível, o grau de politização do nosso povo foi também descendo a ladeira.
As primeiras medidas neste setor tomadas na ditadura, foram por exemplo expulsar do país, educadores do porte de um Paulo Freire e retirar da grade curricular, as disciplinas sociologia e filosofia.
Além da repressão aos grêmios estudantis e sindicatos, havia também a necessidade do "atestado de ideologia" para que se pudesse manter ou conseguir emprego.
As consequências das políticas equivocadas implementadas em vinte e um anos de ditadura civil-militar, trazem enormes dificuldades a quem hoje tem seus filhos nas escolas públicas, ou trabalha em alguma delas, para unir pais e professores em torno de uma agenda comum de lutas.
Em Minas de Anastasia e Aécio, o governo ameaça contratar temporários para substituir os professores em greve e na mídia hegemônica  sempre controlada pela direita, o que se diz é que pais indignados temem pelo desempenho de seus filhos no Enem.
Devido a batalha que foi perdida pelas  esquerdas em 1964, continuamos lutando ainda hoje, pelas reformas de base, tais como  a  democratização da comunicação, a reforma política e a reforma tributária,  que sem dúvida no contexto atual, são os caminhos para que possamos atingir o objetivo.
As novas gerações de pais e educadores, impulsionados por uma minoria de abnegados que hoje mantém acesa a luta, irá realizar a revolução que precisamos na educação do Brasil.
Mas o fato é que, pelo menos por enquanto, o futuro das crianças brasileiras ainda está na dependência exclusiva de políticas públicas governamentais  de médio e longo prazo e de alguns poucos políticos que compreendem e abraçam a causa.
Sem povo não há revolução. - BlogueDoSouza


Professores e funcionários administrativos das escolas públicas estaduais do Rio de Janeiro decidiram em assembleia esta tarde em frente à Assembleia Legislativa (Alerj) continuar a greve, iniciada mais de dois meses, no dia 7 de junho.
A categoria decidiu realizar nova assembleia na sexta-feira, dia 12, às 14h, ainda em local a ser marcado. Até , os profissionais de educação continuarão em vigília na Alerj, acompanhando as negociações que estão ocorrendo no Legislativo estadual em torno das propostas enviadas pelo governador Sérgio Cabral. A categoria quer sensibilizar os deputados a incluírem emendas nos dois projetos de lei que melhorem o índice de reajuste proposto pelo governo (3,5%) e garanta a incorporação imediata da totalidade das gratificações do Programa Nova Escola.

Hoje, o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo, disse à direção do sindicato que só votará as propostas a partir de um acordo no Colégio de Líderes da casa. Está prevista uma reunião amanhã pela manhã para tentar fechar este acordo. Durante toda a semana passada, a direção do Sepe visitou os gabinetes de deputados, tanto da bancada governista como da oposição, que se mostraram favoráveis à inclusão de emendas que aproximem a proposta do governo com as reivindicações da categoria.Uma comissão do Sepe também se reuniu hoje com a Comissão de Educação da Alerj para denunciar as ameaças que os profissionais grevistas têm recebido nos colégios, como a contratação de professores temporários no lugar dos grevistas.
O Sepe já alertou o governo que não aceitará tais medidas por entender que a greve é um direito dos servidores. Para o sindicato, é inadmissível que a Seeduc promova retaliações justamente num momento de negociação com o governo e com os próprios deputados.
Fonte: SEPE/RJ

Um comentário:

  1. R$ 765 reais por 16h de trabalho está muito bom. E ainda há gratificação.
    Quem trabalha 44 horas como todo brasileiro, certamente ganha bem mais que isso. E a hora aula bate mais de 10 reais.

    Puro oportunismo esse sindicato se apoiar nos bombeiros e vir fazer greve.

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