Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

9 de abril de 2011

Conheça e participe da campanha contra os agrotóxicos!

Da Campanha Permanente
Contra os Agrotóxicos e Pela Vida - do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra


O Brasil é o primeiro colocado no ranking mundial do consumo de agrotóxicos. Mais de um milhão de toneladas de venenos foram jogados nas lavouras em 2010, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola.
Com a aplicação exagerada de produtos químicos nas lavouras do país, o uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transforma em um problema de saúde pública e preservação da natureza.
O consumo de agrotóxicos cresce de forma correspondente ao avanço do agronegócio, modelo de produção que concentra a terra e utiliza  quantidades crescentes de venenos para garantir a produção em escala industrial.
Desta forma, o uso excessivo dos agrotóxicos está diretamente relacionado à atual política agrícola do país, que foi adotada a partir da década de 1960. Com a chamada Revolução Verde, que representou uma mudança tecnológica e química no modo de produção agrícola, o campo passou por uma “modernização” que impulsionou o aumento da produção, mas de forma extremamente dependente do uso dos pacotes agroquímicos [adubos, sementes melhoradas e venenos].
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), na última safra foram vendidos mais de 7 bilhões de dólares em agrotóxicos. Todo este mercado se concentra nas mãos de apenas seis grandes empresas transnacionais, que controlam mais de 80% do mercado dos venenos. São elas: Monsanto; Syngenta; Bayer; Dupont; DowAgrosciens e Basf.

Nesse quadro, os agrotóxicos já ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações. Ficam atrás apenas dos medicamentos, acidentes com animais peçonhentos e produtos de limpeza. Essas fórmulas podem causar esterilidade masculina, formação de cataratas, evidências de mutagenicidade, reações alérgicas, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, no sistema imunológico e no sistema endócrino, ou seja, na produção de hormônios, desenvolvimento de câncer, dentre outros agravos à saúde.

O QUE É A CAMPANHA

Diante dessa triste realidade mais de 30 entidades da sociedade civil brasileira, movimentos sociais, entidades ambientalistas, estudantes, organizações ligadas a área da saúde e grupos de pesquisadores lançaram a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. A Campanha pretende abrir um debate com a população sobre a falta de fiscalização no uso, consumo e venda de agrotóxicos, ademais disso sobre a contaminação dos solos e das águas bem como denunciar os impactos dos venenos na saúde dos trabalhadores, das comunidades rurais e dos consumidores nas cidades.
Para além de denunciar as mazelas causadas pelas empresas e pelo uso de agrotóxicos, é preciso construir formas de restringir o uso de venenos e de impedir sua expansão, propondo projetos de lei, portarias e iniciativas legais e jurídicas.
Outro campo de atuação da campanha é o anuncio da possibilidade de construção de um outro modelo agrícola, baseado na agricultura camponesa e agroecológica. Temos estudos que comprovam que essa forma de produzir é viável, produz em quantidade e em qualidade suficientes para abastecer o campo e a cidade. Então propomos avançar na construção destas experiências que são a única saída para esse modelo imposto que concentra riquezas, expulsa a população do campo e produz pobreza e envenenamento. Produzir alimentos saudáveis com base em princípios agroecológicos, em pequenas propriedades, com respeito à natureza e aos trabalhadores é a única forma de acabar com a fome e de garantir qualidade de vida para as atuais e futuras gerações.

OBJETIVOS

Podemos elencar como principais objetivos da campanha:

1-Construir um processo de conscientização na sociedade sobre a ameaça que representam os agrotóxicos, denunciando assim todos os seus efeitos degradantes à saúde, ao meio ambiente, etc;
2-Denunciar e responsabilizar as empresas que produzem e comercializam agrotóxicos;
3-Pautar na sociedade a necessidade de mudança do atual modelo agrícola que produz comida envenenada;
4-Fazer da campanha um espaço de construção de unidade entre ambientalistas, camponeses, trabalhadores urbanos, estudantes, consumidores e todos aqueles que prezam pela produção de um alimento saudável que respeite ao meio ambiente;
5-Explicitar a necessidade e o potencial que o Brasil tem de produzir alimentos diversificados e saudáveis para todos, em pleno convívio com o meio ambiente com base em princípios agroecológicos.

CONTATOS

Para atingir nossos objetivos é preciso que a Campanha se enraíze através da construção de comitês locais, para que todas as iniciativas possam ser absorvidas pelo conjunto da sociedade. As denúncias precisam chegar às escolas, igrejas, rádios locais, jornais do bairro, para que o povo possa discutir que tipo de comida quer se alimentar. Venha participar conosco na luta contra os agrotóxicos e pela vida!

Secretaria Operativa Nacional
fones: (11) 3392-2660/ (11) 7181-9737
e-mail: contraosagrotoxicos@gmail.com
skype: contraosagrotoxicos

Agenda de atividades para o lançamento da campanha contra os agrotóxicos:

Saiba onde e quando acontecem atividades de lançamento da campanha contra o uso dos agrotóxicos, nesta quinta-feira.

Brasilía – DF

Ato Público: Marcha dos trabalhadores em defesa do Código Florestal, contra o Uso de Agrotóxicos e pela Reforma Agrária.
Concentração: 7 horas no ExpoBrasilia (Parque da Cidade) e 09 horas (em frente ao Congresso Nacional).
Audiência Pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados
“Agrotóxicos e saúde dos trabalhadores”
Debatedores: Via Campesina, Fórum Brasileiro de Combate aos Efeitos dos Agrotóxicos e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Local e horário: às 9 horas, na Câmara Federal, (Plenário 7 do Anexo II.)

Audiência com o presidente da Camara Marco Maia.
Horario: 10 horas.

Aula ampliada
"Saúde, ambiente e trabalho: o risco dos agrotóxicos"
Debatedor: Fernando Carneiro
Local e horário: 14 às 17horas - Auditório 3 da Faculdade de Saúde Coletiva da UNB.

Espirito Santo.

Painel de debate: "Agrotóxico: De onde veio e para onde vai / Os impactos sociais e ambientais do uso de agrotóxicos no Brasil"
Local: Auditório da Psicologia / CEMUNI VI (UFES)
horário: 7h
Debatedores: Sérgio Conti – Dirigente Nacional do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores)
Roberta Traspadine – Doutora em Economia Política e professora da Escola Nacional Florestan Fernandes

Painel: "A produção de Alimentos e a indústria de agrotóxicos no Brasil"
Local: Cine Metrópolis (UFES)
horário: 10h
Debatedora: Roberta Traspadine – Doutora em Economia Política e professora da Escola Nacional Florestan Fernandes

Panfletagem em frente ao Restaurante Universitário
horário:12h

Reunião de articulação da campanha na Grande Vitória
Local: Laboratório de Geografia Humana da Ufes (2º Piso / ICII)
horário: 14h30

Painel: "Agrotóxico é veneno! Por um novo modelo de produção no campo brasileiro
Local: FAESA
horário: 19h
Debatedores: Sérgio Conti – Dirigente Nacional do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores)
Roberta Traspadine – Doutora em Economia Política e professora da Escola Nacional Florestan Fernandes

Rio de Janeiro
Ato do Fórum Estadual de Saúde.
Local: em frente à ABI.
Horário: 11h
Ato pela Reforma Agrária e Contra os Agrotóxicos.
Data: 14/04
Local: em frente à ALERJ,
Horário: 12 h.

Pernambuco.
Coletiva de Imprensa com João Pedro Stédile.
Assunto: Campanha Nacional contra os Agrotóxicos e pela vida
Local: Sede do Sindicato dos Servidores Públicos de Pernambuco (Sindsep) – Recife / PE.
Hora: 9 horas.

Debate aberto sobre a Campanha Nacional contra os Agrotóxicos e pela vida.
Local: Sede do Sindicato dos Servidores Públicos de Pernambuco (Sindsep) – Recife / PE.
Hora: 16 horas.

São Paulo
1 - Interveção e debate.
Local: São Carlos (Restaurante Universitário da UFSCar e USP.)
Hora: 12 horas.

Minas Gerais:
Ato de manifestação saindo da UFU.
Local: Centro da cidade de Uberlândia.

Atividades de Agitação.
Local: Universidade Federal de Lavras – UFL.
Lançamento da Campanha.
Local: Centro de Formação do MST, Barreiro de Cima.

Sergipe
Acampamento contra os Agrotóxico.
Local: Universidade Federal – Aracaju – SE.

Goiás
Audiência Pública.
Debatedor: Vanderley Pignatt
Local: Goiânia.

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