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6 de fevereiro de 2011

Uso de agrotóxicos no Brasil deve superar recorde

Da Radioagência NP

Dependendo do volume de vendas estimado em 2010 pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o uso dos agrotóxicos nas lavouras brasileiras deve bater um novo recorde.
Na safra de 2009, foram utilizadas um milhão de toneladas de defensivos agrícolas, adubos e fertilizantes.
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As empresas do setor anunciarão o desempenho somente no início de março, mas os dados foram confirmados no final de 2010 pelo presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag), Laércio Valentin Giampani.
“A agricultura e nós [indústria de defensivos] fizemos um bom ano. O nosso setor deve crescer. Nós estimamos fechar com um crescimento de 6% a 8%, atingindo US$ 7 bilhões em vendas. Nós medimos o desempenho do nosso setor em vendas.”
Desde 2008, o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos. O engenheiro sanitarista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Alexandre Pessoa Dias explica que as altas taxas de consumo estão relacionadas ao modelo de produção.

“Isso faz parte de um modelo de desenvolvimento que tem como indutor o agronegócio. Ele estabelece consórcios com transnacionais, visando o financiamento, fomento e a indução de commodities agroindustriais. A partir daí, se oferta um pacote tecnológico, onde entra o agrotóxico, transgênicos de sementes e fertilizantes.”
Para Alexandre, é necessário investir em uma política agrícola mais preocupada com a produção de alimentos saudáveis. Ele aponta a agroecologia como uma alternativa viável e defende maior rigor na regulação dos produtos.
“Existe um problema no campo que envolve diretamente os trabalhadores que utilizam e manuseiam esses produtos agrotóxicos, dos familiares e da área rural que é afetada diretamente, seja por pulverização aérea, seja pelo caminho das águas que sofrem a contaminação. Como também compromete a soberania alimentar. E aí, estamos falando dos problemas de saúde que ocorrem na cidade.”
Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que 15% dos alimentos consumidos pelos brasileiros apresentam taxa de resíduos de veneno em um nível prejudicial à saúde.
Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil é o principal destino de agrotóxicos proibidos no exterior. Dez variedades vendidas livremente aos agricultores não circulam na União Europeia e Estados Unidos. Desde 2002, apenas quatro produtos foram barrados pela Anvisa.
O Endossulfam, por exemplo, é uma substância altamente tóxica e associada a problemas reprodutivos. Já foi vetado em 45 países, mas no Brasil, o uso será permitido até 2013.

do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

3 comentários:

  1. Afinal, que importância tem a nossa saúde, não é? ... Sem comentários!!!!!!!!!!!!!

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  2. Quando criticamos algo devemos nos posicionar de uma maneira critica porem que solucionem o problema.Que fazer com o enorme crescimento populacional e de consumo.Quando todos estão na cidade e pouco se sabe como se produs os alimentos,o mesmo que juntar mihlares de pessoas em um mesmo lugar consequentemente o numero de pessoas doentes aumenta e com isso tambem fica propicio o aparecimento de doenças que sofrem mutação pelo fato de grande consentração de pessoas assim tambem ocore no campo quando se tem grandes areas de plantio o defencivo é inevitavel pois se nao nao ha como por comida na mesa.O caso e serio pois antes de tomarem medidas que possam proibir ou restringir o uso de defensivos primeiro analise se o metodo que por motivo vier a subistituir o manejo atual vai suprir a demanda de consumo senão vamos passar fome pois sem os defencivos nao ha produção se quer pra uma cidade como São Paulo ATENÇÃO AO PROPOR mudanças depois vai ficar pior.

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  3. Paulo, o Endossulfan já vetado e proibido em 45 países por ser altamente tóxico, vai continuar sendo usado no Brasil até 2013. Pelo que tenho lido a solução estaria na mudança de nosso modelo e na agricultura familiar.

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