Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos

6 de janeiro de 2011

Ações de famílias sem terra marcam o início de 2011

Por Vanessa Ramos
Da Página do MST


Para famílias sem terra, o ano começou com uma jornada de ocupações de terras pelo Estado de São Paulo. Na manhã da última terça-feira (4/1), cerca de 300 pessoas se concentraram em frente ao Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), em Presidente Prudente.

A ação objetivou chamar a atenção do governo para que providências sejam tomadas em relação a 93 mil hectares de terras no Pontal do Paranapanema, consideradas devolutas. “Esperamos que essas terras se tornem de fato assentamentos para 300 pessoas sem terra”, afirmou Marisa de Fátima, Dirigente do MST.

Por volta das 15h, integrantes do MST se reuniram a portas fechadas com representantes do Itesp, da CUT, polícias Militar e Civil para conversar sobre arrecadação de áreas. A reunião durou mais de uma hora.

Segundo Clédson Mendes, Dirigente do MST, a reunião foi positiva. “Ficou acertado que segunda-feira (10/1) o perito determinado pela Justiça e mais uma engenheira do Itesp começarão a fazer o parcelamento da área e dar início ao assentamento”, disse.

Segunda ação

Na madrugada de ontem (5/1), outras 250 pessoas ocuparam a Fazenda Martinópolis, que pertence à Usina Nova União, situada no município de Serrana, estado de São Paulo.

O intuito foi ressaltar a pauta de reivindicação estadual dos Sem Terra e pressionar o governo para a arrecadação de áreas, a fim de serem destinadas para assentamento das famílias do Acampamento Alexandra Kollontai, que existe desde 22 de maio de 2008.

Participaram da ocupação famílias sem terra da região da Grande São Paulo, Vale do Paraíba, Campinas e Ribeirão Preto. Além de amigos e amigas do MST de diversas regiões.

A jornada de ocupações deve continuar até meados deste mês.

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